
Uma instalação de energia solar mal executada pode transformar um excelente investimento em um enorme prejuízo patrimonial. Nos últimos anos, a expansão da geração distribuída no Brasil atraiu milhares de consumidores em busca de previsibilidade nos gastos com energia elétrica. Contudo, relatórios do setor apontam um crescimento proporcional em falhas estruturais resultantes da contratação de mão de obra desqualificada. O resultado dessa combinação é um aumento expressivo de sistemas fotovoltaicos operando com desempenho reduzido, falhas de segurança e riscos iminentes à integridade física do imóvel.
Os riscos ocultos de um projeto solar mal executado
A grande maioria dos problemas em usinas solares residenciais e comerciais não decorre de defeitos de fabricação de módulos ou inversores, mas sim de equívocos cometidos durante a fase de instalação. Equipamentos fotovoltaicos possuem alta tecnologia e longa vida útil projetada, mas dependem de rigor normativo na montagem.
Quando ocorrem falhas na execução, os principais impactos negativos na estrutura incluem:
- Estresse elétrico e térmico: Conectores de corrente contínua crimpados incorretamente provocam perdas invisíveis de rendimento.
- Falta de proteção mecânica: Cabeamentos expostos sofrem desgaste precoce com sol e chuva, gerando curtos-circuitos.
- Perda de eficiência da usina: A resistência elétrica elevada faz com que a energia produzida seja dissipada em forma de calor antes de chegar ao inversor.
Perigos reais: Arcos elétricos e segurança no telhado
Um dos perigos mais graves decorrentes de uma má instalação é o surgimento do arco elétrico em corrente contínua. Como as placas solares geram eletricidade enquanto houver incidência de luz, qualquer folga ou mau contato nos terminais pode produzir faíscas de altíssima temperatura. Esse fenômeno é apontado por especialistas em segurança elétrica como uma das principais causas de sinistros e incêndios em telhados.
O que dizem as normas técnicas e regulamentadoras?
A conformidade com as normas regulamentadoras é outro pilar indispensável para garantir a segurança da usina. Projetos elétricos rigorosos devem seguir obrigatoriamente:
- NBR 16690: Especifica os requisitos para o projeto e montagem de arranjos fotovoltaicos.
- NR 10: Regula a segurança em instalações e serviços em eletricidade.
- NR 35: Define as regras essenciais para trabalho em altura com risco de queda.
Ignorar essas exigências regulatórias não apenas coloca os trabalhadores em perigo, mas também impede a homologação do sistema junto à distribuidora local de energia. Sem o parecer de acesso e a vistoria aprovada pela concessionária, o imóvel não pode operar legalmente conectado à rede pública.
Danos à estrutura do imóvel e custos com reparos
A integridade arquitetônica da edificação também é frequentemente afetada por erros de execução. A fixação inadequada das estruturas de alumínio pode perfurar a cobertura sem a devida vedação técnica, além de desconsiderar os cálculos de carga de vento específicos para a região.
Durante períodos de chuvas intensas, essas falhas resultam em infiltrações graves que danificam forros, pintura e instalações elétricas internas. O custo financeiro para reparar o telhado e readequar o sistema costuma ultrapassar o valor economizado na contratação de um serviço sem garantia técnica.
Como proteger seu patrimônio com a Macrosol
Diante desses riscos, a auditoria e a revisão preventiva tornam-se fundamentais para proteger o patrimônio e garantir a autonomia energética do imóvel. Certificar-se de que a instalação cumpriu todos os parâmetros da engenharia elétrica preserva as garantias dos fabricantes de inversores e módulos, assegurando máxima eficiência operacional ao longo dos anos. Para evitar sobressaltos e garantir um sistema fotovoltaico seguro, durável e de alta performance, conte com o diagnóstico técnico e a experiência da Macrosol.





